
Balanço de fim de trimestre: o que revisar além do financeiro
Fechamento trimestral costuma olhar só para números. Veja outras dimensões do escritório que merecem revisão nesse ritmo.

Todo escritório, cedo ou tarde, lida com um cliente que liga com frequência excessiva, questiona cada decisão ou reage mal a más notícias. Parte disso é inerente à natureza do trabalho — processos judiciais geram ansiedade real — e parte pode ser reduzida com estrutura.
Falta de informação é o maior gatilho: quando o cliente não sabe o que está acontecendo, ele preenche esse vazio com a pior hipótese possível, e a ansiedade se transforma em cobrança constante.
Explicar, logo no começo, como o processo costuma se desenrolar e quando o cliente pode esperar novidades evita boa parte da ansiedade que vira reclamação depois.
Um contato periódico dizendo "sem novidade ainda, seguimos monitorando" é mais tranquilizador do que silêncio total, mesmo quando não há nada de fato para reportar.
Definir horários e canais de contato — e comunicar isso com gentileza — é diferente de negligenciar o cliente; é proteger a qualidade do atendimento a todos os clientes.
Em casos raros, o desgaste supera o valor do caso, e é legítimo (e às vezes necessário) reavaliar a continuidade da relação profissional.
Com histórico de comunicação e andamento centralizados, fica mais fácil ser proativo e reduzir a ansiedade que gera atrito.
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Editor de conteúdo na Mitra. Escreve sobre gestão jurídica, produtividade e tecnologia aplicada à advocacia, com foco em ajudar escritórios a rodar de forma mais eficiente no dia a dia.

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